O CEO do Google DeepMind define cronograma para Inteligência Artificial Geral (AGI) e explica como os humanos podem competir com a IA.

O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, reiterou sua previsão de alcançar a inteligência artificial geral (AGI) até 2030, ao mesmo tempo em que listou as qualidades humanas que nos ajudarão a permanecer competitivos na era da IA.

Fonte da imagem: deepmind.google

Em um discurso na Stanford Graduate School of Business, Hassabis enfatizou que a humanidade está se aproximando de uma singularidade tecnológica. Essa etapa, caracterizada por algoritmos que se tornam incontroláveis ​​e capazes de autoaperfeiçoamento contínuo, marcará o início de uma era fundamentalmente nova para a qual a sociedade deve se preparar agora.

Atualmente, não há consenso na indústria sobre o prazo exato para alcançar a Inteligência Artificial Geral (IAG). Por exemplo, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, prevê o surgimento de IA poderosa até o final de 2026, enquanto os representantes da Anthropic, Jack Clark e Marina Favaro, acreditam que, até 2027, os sistemas serão capazes de executar rapidamente tarefas que levariam semanas para os humanos. Enquanto isso, o CEO da OpenAI, Sam Altman, proclama abertamente a aproximação da superinteligência digital, e o cientista-chefe do Google DeepMind, Shane Legg, estima a probabilidade de alcançar uma IAG básica até 2028 em aproximadamente 50%.

Uma visão oposta é expressa por Yann LeCun, ex-vice-presidente e diretor de inteligência artificial da Meta✴ e pioneiro na área de redes neurais convolucionais. Ele considera o próprio conceito de inteligência artificial geral insustentável, acreditando que os atuais modelos de linguagem de grande escala (LLMs) baseados na arquitetura Transformer dificilmente alcançarão o nível de pensamento humano para trabalhos intelectuais de alto valor.

Apesar da ameaça potencial da automação de fluxos de trabalho complexos por sistemas capazes de tomada de decisão autônoma eAo se adaptarem às mudanças, os humanos serão capazes de manter uma vantagem competitiva. Em entrevista a Rowan Cheung, fundador da The Rundown AI, Hassabis explicou que as máquinas não serão capazes de substituir completamente especialistas com, por exemplo, capacidade de design, criatividade e engenhosidade.

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