No último domingo, 29 de março de 2026, a SpaceX perdeu contato com o satélite Starlink 34343. A operadora atribuiu o incidente, que envolveu o satélite orbitando a uma altitude de 560 km, a uma “anomalia” e usou a linguagem mais branda possível — em contraste com a LeoLabs, que o caracterizou como um “evento com detritos”.

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A posição oficial da SpaceX e de sua subsidiária, Starlink, foi minimizar verbalmente a ameaça à Estação Espacial Internacional (ISS), à missão Transporter-16 de ontem e, principalmente, à Artemis II. A operadora não reconheceu que quaisquer detritos tenham sido gerados pela interrupção repentina, embora tenha prometido “continuar monitorando o satélite e quaisquer detritos rastreados e coordenar com a NASA e a Força Espacial dos EUA”. A empresa também afirmou que estava tentando determinar a causa da anomalia e fazer as mudanças necessárias para evitar incidentes semelhantes no futuro — embora algo similar já tivesse ocorrido em dezembro do ano passado.
Enquanto isso, a LeoLabs apresentou sua própria versão do incidente com o satélite Starlink 34343: seu sistema de radar “imediatamente após o evento, detectou várias dezenas de objetos próximos ao satélite”. Outra fonte independente observou que esse evento, que não foi uma explosão, “provavelmente foi causado por uma fonte de energia interna, em vez de uma colisão com detritos espaciais” ou outro satélite. Especialistas não preveem quaisquer ameaças futuras a outros objetos espaciais. Os destroços, segundo estimativas, sairão da órbita em algumas semanas. Especialistas também apontam semelhanças entre este incidente e o ocorrido em dezembro passado e recomendam esclarecer os detalhes para garantir a segurança futura no ambiente operacional.