Logo no início do voo da espaçonave Orion, após entrar em órbita da Terra durante o histórico lançamento lunar Artemis 2, surgiu um problema inesperado com o sistema de gerenciamento de resíduos — ou, mais simplesmente, com o banheiro. Imediatamente após a decolagem, um ventilador na unidade de coleta de urina travou, impedindo um membro da tripulação de urinar. Como esse é um elemento crucial para o conforto durante o voo, a NASA e a tripulação resolveram o problema imediatamente.
A astronauta Christina Koch, especialista em missões, familiariza-se com o banheiro da nave. Fonte da imagem: NASA
O incidente ocorreu durante as primeiras horas de voo, quando a astronauta Christina Koch relatou dificuldades com a ativação do sistema. Embora a parte fecal do sistema continuasse a funcionar normalmente, a tripulação foi obrigada a usar temporariamente tanques de coleta de urina de reserva, um dos quais já havia sido esvaziado pelo método tradicional — ejetando-o, como foi feito durante as missões lunares há 50 anos.
O sistema de banheiro da Orion representa uma melhoria significativa em relação aos rudimentares sistemas de descarte de resíduos das missões anteriores. Ao contrário dos astronautas da Apollo das décadas de 1960 e 1970, que usavam sacos plásticos e simplesmente despejavam a urina no espaço, o novo banheiro é uma “cabine de higiene” compacta, do tamanho de um banheiro de avião, construída no piso da cápsula. Ela é equipada com cintos de segurança para as pernas, um sistema de sucção de ar para resíduos sólidos e funis individuais com um ventilador para coletar a urina em um tanque especial.
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A missão anterior, Artemis 1, em 2022, não foi tripulada, portanto, esta é a primeira vez que o banheiro foi testado no espaço. Sistemas de reserva, como bolsas, também estão disponíveis, mas usá-los no século XXI seria um anacronismo.
Os engenheiros de apoio em solo propuseram imediatamente uma série de cenários de solução de problemas, que mais tarde foram identificados como sendo causados por uma falha no controlador do ventilador do sistema de coleta de urina. A especialista de missão Christina Koch informou posteriormente que a falha havia sido corrigida. Os engenheiros recomendaram que, no futuro, se permita que o ventilador acelere até atingir a velocidade máxima antes de urinar.do que usar o banheiro.
Apesar da breve interrupção, a missão Artemis 2 permanece dentro do cronograma e continua sendo um passo importante para o retorno de humanos à Lua até 2029 e o estabelecimento de uma base permanente lá até 2032. O incidente destacou mais uma vez a dificuldade de garantir conforto e segurança em missões no espaço profundo, onde até mesmo pequenos problemas podem afetar o desempenho da tripulação. A NASA e a Lockheed Martin continuarão analisando os dados para aprimorar o sistema para futuras missões. Este incidente demonstra que mesmo as tecnologias mais avançadas exigem testes rigorosos em condições reais do espaço, que é exatamente o objetivo da missão Artemis 2.
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