Uma semana antes, o novo administrador da NASA, Jared Isaacman, apresentou o programa lunar atualizado da agência, cujo objetivo é levar americanos à Lua antes da China. A descida à superfície lunar está prevista para 2028. O novo estágio superior da Boeing, o EUS, desempenharia um papel fundamental nisso. O prazo está se aproximando, mas a empresa ainda não iniciou a produção do estágio. Parece que um substituto já foi encontrado.
Novo Programa de Pouso na Lua da NASA. Fonte da imagem: NASA
De acordo com fontes da Bloomberg, o custo de desenvolvimento do caro e aprimorado Estágio Superior de Exploração (EUS) da Boeing disparou para US$ 2,8 bilhões, levando a significativos estouros de orçamento e atrasos no programa Artemis. Em vez disso, a agência pretende selecionar a United Launch Alliance (ULA, uma joint venture entre a Boeing e a Lockheed Martin) para fornecer esse componente crítico, que agora será o estágio superior Centaur V do foguete Vulcan Centaur. Essa decisão faz parte de uma reformulação mais ampla do programa Artemis, visando reduzir riscos e custos, além de acelerar o retorno de humanos à Lua.
Esquema do foguete Vulcan da ULA com o estágio superior Centaur V
A transição para o Centaur V está planejada para começar com o quarto voo do SLS (Artemis IV e missões subsequentes). Este estágio, já em desenvolvimento e testes para o Vulcan, oferece alto empuxo e pode fornecer o desempenho necessário para missões lunares, embora seja inferior em alguns parâmetros ao estágio superior externo (EUS) completo. A NASA utilizou anteriormente o estágio superior ICPS nos três primeiros voos Artemis, mas eram necessários maior empuxo e reservas de combustível para pousos lunares tripulados. A escolha da ULA permite que a empresa evite uma paralisação completa do desenvolvimento do SLS e utilize a tecnologia comprovada do Centaur, adaptada às necessidades do programa lunar.
A decisão de abandonar a cooperação com a Boeing nesta área deve-se a problemas acumulados: atrasos crônicos na produção do EUS, custos crescentes e pressão geral sobre o orçamento da NASA em meio à concorrência de alternativas comerciais mais baratas. Em fevereiro de 2026, a agência anunciou reformas no programa Artemis, incluindo o cancelamento de algumas atualizações caras do SLS e a adição de voos de teste para mitigar riscos. Fontes enfatizam que ainda não há confirmação oficial da NASA — a informação se baseia em relatos anônimos de pessoas familiarizadas com os planos. No entanto, isso está em consonância com a tendência geral de buscar uma solução prática: usar uma unidade comercial da ULA em vez de continuar o problemático contrato com a Boeing.
Alerta de spoiler da NASA: Posicionado entre os estágios superiores da SpaceX e da Blue Origin está o estágio superior Centaur V, com a espaçonave Orion acoplada.
Essa mudança pode acelerar o cronograma do programa Artemis, principalmente para as missões de pouso lunar (Artemis IV e posteriores), e economizar bilhões de dólares dos contribuintes. O Centaur V será integrado ao SLS sem alterações radicais de projeto, preservando sua função como um veículo de lançamento pesado para o espaço profundo. Se confirmado, esse seria um exemplo importante da transição de desenvolvimentos governamentais confidenciais para o uso de tecnologias comercialmente disponíveis em um programa lunar tripulado, uma mudança anteriormente considerada improvável devido aos rigorosos requisitos de confiabilidade e certificação da NASA. No entanto, um novo slide da NASA detalhando o desenvolvimento do programa Artemis mostra o estágio Centaur V como se já fosse uma solução confirmada.
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