A espaçonave chinesa Shenzhou-20 retornou à Terra em segurança em 19 de janeiro de 2026, mas sem sua tripulação — a cápsula pousou vazia na região de Dongfeng, na Mongólia Interior. Apesar de danos anteriores na janela, não houve despressurização. Uma autópsia revelou que a carga da cápsula permaneceu intacta.

Fonte da imagem: Xinhua

O motivo desse retorno incomum foi um defeito previamente descoberto: em novembro de 2025, durante os preparativos para o retorno à Terra, foram encontradas rachaduras na janela da nave, presumivelmente causadas por uma colisão com detritos espaciais microscópicos em órbita. Por esse motivo, a tripulação da Shenzhou-20 não pôde usar a nave para retornar ao planeta e voltou para casa a bordo da Shenzhou-21, que já havia levado a próxima tripulação à estação.

Decidiu-se então retornar a Shenzhou-20 à Terra sem tripulação e, para garantir que a tripulação de plantão retornasse em segurança ao planeta, a Shenzhou-22, vazia, foi enviada à estação.

A Shenzhou-20 permaneceu aproximadamente nove meses em órbita, um recorde para missões tripuladas chinesas, e esse voo prolongado permitiu a coleta de dados valiosos sobre a operação da nave em condições mais adversas. Os engenheiros chineses acreditam que as lições aprendidas são importantes para aprimorar o projeto de futuras espaçonaves, especialmente considerando a ameaça de detritos espaciais que, embora raros, podem representar sérios desafios de segurança para missões espaciais.

By admin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *