Qualcomm acusa braço de violar contrato de licença e secretamente pretende se tornar fabricante de chips

Qualcomm e Arm se encontrarão no tribunal novamente. O processo da Qualcomm alega violação do acordo de licenciamento, exclusividade do mercado de processadores móveis, tentativa de minar relacionamentos com clientes e desenvolvimento secreto de seus próprios chips.

Fonte da imagem: Conny Schneider / Unsplash

A Qualcomm já alterou seu processo em janeiro e agora entrou com uma moção para alterações adicionais. A versão atualizada da reclamação fornece novos detalhes sobre a suposta quebra de contrato da Arm e também menciona o desenvolvimento de seu próprio chip pela Arm — contradizendo declarações anteriores de seu CEO Rene Haas, escreve a Laptop Mag.

O principal assunto da disputa é o Contrato de Licença de Tecnologia (TLA). A Qualcomm alega que a Arm violou o acordo ao enganar os clientes da Qualcomm sobre a natureza de seu relacionamento, atrasando a transferência de tecnologia crítica e ocultando suas intenções de entrar no mercado como uma fabricante de chips completa.

Especificamente, a Qualcomm acusa a Arm de tentar intencionalmente interromper os relacionamentos comerciais da Qualcomm enviando aos clientes e-mails enganosos sobre os termos de seu acordo com a NUVIA, que a Qualcomm adquiriu em 2021. As cartas alegavam que a Qualcomm era obrigada a destruir processadores de consumo em desenvolvimento.

Além disso, afirma-se que a Arm se recusou a renovar a licença em termos razoáveis, o que viola os termos do contrato. De particular interesse é a alegação da Qualcomm de que a Arm vem desenvolvendo secretamente seus próprios chips, apesar de seu CEO ter testemunhado anteriormente no tribunal que a empresa não fabrica chips. No entanto, em fevereiro, o Financial Times apresentou evidências em contrário, que a Qualcomm citou no tribunal ao acusar seu concorrente de má-fé.

Fonte da imagem: Qualcomm Technologies

A Arm se recusou a comentar a situação até o momento, mas reconheceu anteriormente que não teria conseguido vencer o primeiro processo judicial, onde a Qualcomm defendeu o direito de usar núcleos Oryon em seus chips Snapdragon X, incluindo a versão econômica e a próxima geração, codinome Projeto Glymur.

Especialistas acreditam que é improvável que o novo processo impeça a Qualcomm de continuar produzindo processadores. Mas a situação pode afetar seriamente o relacionamento entre empresas que colaboram no licenciamento de tecnologia há décadas. A Qualcomm e a Arm devem retornar aos tribunais em fevereiro de 2026. Segundo especialistas, esse conflito vai além da disputa corporativa usual e pode mudar o equilíbrio de poder no mercado de fabricação de chips.

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