O presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, pediu desculpas aos clientes da empresa em todo o mundo em meio a uma disputa trabalhista que ameaça se tornar a maior greve da história da fabricante sul-coreana de chips. O sindicato planeja paralisar as atividades de segunda-feira até 7 de junho, com a possível participação de até 50.000 trabalhadores.
Fonte da imagem: Samsung Electronics
“Peço sinceras desculpas aos nossos clientes globais pelas preocupações e pela quebra de confiança causadas por problemas internos”, disse Lee a repórteres após retornar de uma viagem de negócios ao Japão. Ele enfatizou que “todos na Samsung formam uma única equipe”.
A disputa gira em torno do sistema de remuneração baseado em desempenho. O sindicato exige que a Samsung destine 15% do lucro operacional para bônus e elimine o teto salarial atual. A empresa rejeitou a vinculação dos bônus a uma porcentagem fixa dos lucros e insiste em manter o sistema atual, que permite bônus únicos ilimitados a critério da administração. Nenhuma das partes fez concessões e as negociações chegaram a um impasse.
Uma greve dessa magnitude será o foco das atenções em toda a indústria de semicondutores. Observadores estimam que as perdas diretas e indiretas podem chegar a 100 trilhões de won (US$ 66,76 bilhões) se a greve afetar as unidades de fabricação de chips da Samsung.
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