Em agosto deste ano, a Apple conseguiu restabelecer a função de medição de oxigênio no sangue para usuários do smartwatch Watch no mercado americano, implementando-a por meio das leituras de um iPhone emparelhado. Isso contornou a liminar imposta anteriormente após uma disputa de patentes com a Masimo. A Masimo respondeu entrando com um novo processo, mas este foi rejeitado por um tribunal americano neste mês.
Fonte da imagem: Apple
A longa disputa entre as empresas, vale lembrar, gira em torno da origem da tecnologia para medir de forma não invasiva os níveis de oxigênio no sangue de usuários de dispositivos vestíveis, tecnologia que a Masimo e a Apple desenvolviam em paralelo. A Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) chegou a se posicionar a favor da Masimo, proibindo a Apple de importar modelos do Apple Watch que suportassem essa funcionalidade. Inicialmente, a Apple foi obrigada a bloquear essa função em todos os relógios importados para os Estados Unidos, mas posteriormente encontrou uma maneira de contornar a proibição exibindo as leituras na tela de um iPhone emparelhado, em vez da tela do próprio relógio. Naturalmente, a Masimo não ficou satisfeita com essa medida; em agosto, entrou com um novo processo contra o Serviço de Alfândega dos EUA, que foi julgado neste mês.
A juíza Ana Reyes decidiu que a Apple mantém a legitimidade para importar os smartwatches Apple Watch Series 9 e Ultra 2 para os Estados Unidos, desde que a função de medição de oxigênio no sangue seja exibida em um iPhone emparelhado, e não na tela do relógio. O processo da Masimo, apresentado em agosto, foi, portanto, arquivado. O caso permanece em aberto, visto que a ITC reabriu recentemente a investigação.
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