A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA anunciou a proibição da importação de novas categorias de equipamentos de diversos fabricantes chineses. Essa proibição afeta não apenas os novos modelos, mas também modelos mais antigos de várias marcas.
Essa nova medida amplia uma proibição imposta pela agência em 2022. Inicialmente, ela se aplicava a novos modelos de equipamentos de telecomunicações (como roteadores) e equipamentos de videovigilância (como câmeras) fabricados pela Huawei, ZTE, Hytera, Hikvision e Dahua. A proibição foi motivada por preocupações com ameaças à segurança nacional dos EUA. Agora, a proibição também se aplica a modelos mais antigos desses fabricantes, não apenas aos fabricados a partir do final de 2022. A medida restritiva se aplica a equipamentos usados para “segurança pública, segurança de instalações governamentais, vigilância física de infraestrutura crítica e outros fins relacionados à segurança nacional”, explicou a FCC.
A nova regulamentação entrará em vigor no início de julho. A agência acrescentou que a medida é “necessária para proteger a segurança nacional, mitigando os riscos para o setor de comunicações dos EUA”. Os americanos poderão continuar usando seus equipamentos atuais. Em dezembro de 2025, a FCC proibiu a importação de todos os novos drones estrangeiros para os EUA e, em março de 2026, de todos os novos roteadores estrangeiros; a nova proibição não se aplica a modelos mais antigos de drones e roteadores.
Em outubro do ano passado, a comissão também bloqueou novas aprovações para equipamentos que utilizam componentes de fabricantes incluídos na lista negra e concedeu a si mesma a autoridade para impor proibições a equipamentos previamente aprovados em determinados casos.Em dezembro, a Hikvision entrou com uma ação judicial contestando essa decisão, argumentando que a FCC excedeu sua autoridade e não tinha fundamento para tal medida. A agência agora considera proibir que empresas de telecomunicações americanas estabeleçam conexões com empresas de telecomunicações chinesas, o que, na prática, impediria estas últimas de operar data centers localizados nos EUA.