A SerpApi, empresa acusada pelo Google de coleta massiva de dados de buscas, entrou com um pedido de arquivamento do processo, alegando que o Google é o maior coletor de dados da web do planeta, fazendo exatamente a mesma coisa que a SerpApi, só que em uma escala muito maior.

Fonte da imagem: Agence Olloweb/Unsplash
Em dezembro do ano passado, o Google entrou com um processo contra a SerpApi, empresa que desenvolve ferramentas para extração automatizada de dados da web. O The Verge relata que o processo alega que a SerpApi violou a Lei de Direitos Autorais, usou “métodos enganosos” e coletou resultados de busca “em uma escala impressionante”, burlando o SearchGuard, um mecanismo de segurança projetado para impedir a extração automatizada de dados.
Em sua contestação, a SerpApi argumentou que fazia exatamente o mesmo que o Google fazia com a internet global, só que em uma escala muito menor. No documento, a empresa enfatizou que, assim como o Google, utiliza “meios automatizados” para coletar dados de sites públicos e abertos, processá-los e fornecê-los aos seus clientes em um formato conveniente. A SerpApi argumenta que é exatamente assim que o negócio do Google opera, baseado em conteúdo publicado por outros usuários.
Além disso, a SerpApi questionou a própria capacidade do Google de reivindicar direitos autorais sobre seus resultados de busca. A empresa argumentou que o Google “não reivindicou a propriedade” de seus resultados de busca e que as informações coletadas de sites públicos não são protegidas por controles de acesso relacionados a direitos autorais. Quanto à burla do SearchGuard, a SerpApi argumenta que essa ferramenta foi projetada exclusivamente para proteger os interesses comerciais do Google, não o conteúdo licenciado, e, portanto, sua burla não pode ser classificada como uma violação da lei de direitos autorais.