O acordo da Nvidia com a Groq foi concebido para evitar problemas com as leis antitruste.

O princípio de que “tempo é dinheiro” é mais relevante do que nunca no campo da inteligência artificial, que se desenvolve rapidamente. Para obter vantagem competitiva, as empresas buscam atrair talentos valiosos e as tecnologias que eles desenvolvem antes de seus concorrentes. Especialistas explicam que o acordo iminente da Nvidia com a Groq foi estruturado para acelerar sua conclusão sem riscos antitruste.

Fonte da imagem: Nvidia

Vale lembrar que a Nvidia, devido à sua significativa influência em diversos segmentos de mercado, tem atraído crescente atenção das autoridades antitruste em vários países e regiões. A aquisição da Arm, que poderia ter sido a maior da história da Nvidia, fracassou justamente por causa da oposição de autoridades antitruste e ativistas. A compra da empresa israelense Mellanox por quase US$ 7 bilhões, ocorrida em 2019, continua sob escrutínio regulatório; na China, por exemplo, uma investigação contra a Nvidia foi iniciada com base nesse negócio.

Como explica a CNBC, citando analistas do setor, dado o rápido desenvolvimento da IA, a Nvidia não pode se dar ao luxo de passar anos negociando aquisições de outras empresas do mercado e, portanto, as estruturas desses negócios são cuidadosamente elaboradas. No caso da Groq, nem mesmo o valor da transação foi oficialmente anunciado, e apenas fontes terceirizadas indicam que se aproxima de US$ 20 bilhões.

De acordo com os termos do acordo, a gestão e os principais desenvolvedores da Groq serão transferidos para a Nvidia, mas a Nvidia licenciará os desenvolvimentos da Groq em regime não exclusivo. Isso significa que os outros clientes da Groq manterão, em princípio, o acesso aos seus serviços. Além disso, o negócio de nuvem da Groq não está envolvido na transação e, teoricamente, a empresa poderia até competir com a Nvidia após a aquisição.

Como explica a CNBC, outras gigantes da tecnologia utilizam táticas semelhantes ao adquirir startups valiosas. A própria Nvidia já usou essa estratégia em setembro, quando investiu mais de US$ 900 milhões para contratar especialistas da Enfabrica, liderados por seu CEO, e para licenciar os desenvolvimentos da startup. Esses negócios são complexos.Esses acordos não podem ser considerados aquisições no sentido clássico e, portanto, não exigem aprovações demoradas e imprevisíveis das autoridades antitruste, incluindo as estrangeiras, que podem basear suas objeções em motivos políticos. Uma característica fundamental desse novo tipo de acordo é a não exclusividade dos direitos de licenciamento da tecnologia da empresa que está sendo adquirida pelo comprador.

Outros analistas reconhecem que o acordo com a Groq visa fortalecer a posição da Nvidia no segmento de hardware de inferência, já que a empresa tradicionalmente domina o treinamento de modelos de linguagem em larga escala, mas o primeiro está se tornando cada vez mais relevante, e era importante para a Nvidia não perder os ativos da Groq. É possível que o fundador da Nvidia, Jensen Huang, comente oficialmente sobre o acordo no início de janeiro, em Las Vegas, onde será realizada a CES 2026.

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