Na China, os robôs humanoides não estão apenas exibindo suas capacidades em apresentações festivas; sua autonomia e capacidades cinemáticas foram recentemente postas à prova durante a corrida de 21 km realizada regularmente em Pequim. Este ano, o número de robôs participantes aumentou drasticamente, e o robô vencedor, Honor, completou a corrida vários minutos mais rápido do que um atleta profissional.
No ano passado, o tempo mais rápido para robôs humanoides no percurso de 21 km foi de 2 horas e 40 minutos, mais que o dobro do tempo que um humano treinado leva para completar a distância. Este ano, houve uma melhora notável entre os participantes da Meia Maratona de Pequim. O número de robôs participantes da corrida aumentou de 21 para mais de 100, e o vencedor, Honor Lightning, foi aproximadamente 10 minutos mais rápido que o atleta ugandense que quebrou o recorde mundial para a mesma distância em Lisboa, no mês passado. O robô chinês completou os 21 km em 50 minutos e 26 segundos, e o fez de forma autônoma, sem controle remoto. Aliás, metade dos robôs na corrida de Pequim deste ano não dependia mais de controle humano.
No geral, representantes da equipe Honor conquistaram os três primeiros lugares do pódio na Meia Maratona de Pequim deste ano. Os robôs humanoides da marca se movimentaram de forma autônoma e quebraram recordes mundiais na categoria. Engenheiros da Honor desenvolveram esses robôs por mais de um ano, equipando-os com membros inferiores que variam de 90 a 95 cm de comprimento, semelhantes aos de atletas de elite de atletismo, além de um sistema de resfriamento líquido emprestado de smartphones. Embora, à primeira vista, a capacidade de correr rápido por robôs não pareça ter qualquer valor prático, as tecnologias utilizadas para implementar essa funcionalidade podem encontrar aplicação em outras áreas da robótica.
Cerca de 12.000 atletas — homens e mulheres — participaram simultaneamente de uma meia maratona em uma pista separada em Pequim. Eles correram junto com os robôs durante a prova.As competições não coincidiram por razões de segurança. Especialistas observam que as conquistas dos robôs humanoides no esporte ainda não atingiram o mesmo nível de progresso em aplicações industriais, onde é mais importante garantir a mobilidade dos membros superiores, a capacidade de perceber o ambiente ao redor e lidar com uma ampla variedade de operações. Por essa razão, os sucessos dos robôs na meia maratona representam, atualmente, mais um reforço de prestígio nacional do que um catalisador para o progresso tecnológico na indústria.
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