General Galactic usará na Terra tecnologia criada para extrair metano em Marte

As tecnologias desenvolvidas para uso no espaço e em outros planetas podem muito bem encontrar aplicação na Terra. A startup General Galactic, que originalmente planejou oferecer reatores SpaceX para uso em Marte que poderiam converter dióxido de carbono em metano, agora planeja usá-los para substituir o gás natural produzido a partir de depósitos na Terra.

Fonte da imagem: CheapStockImage_com/Pixabay

A startup General Galactic, que emergiu do modo furtivo em abril deste ano, foi criada pelos ex-alunos da SpaceX Halen Mattison e Luke Neise, que trabalharam anteriormente no Vanderbilt Aerospace Design Laboratory e na Varda Space Industries.

A General Galactic criou um sistema piloto capaz de produzir 2.000 litros de metano por dia. O CTO da General Galactic, Luke Neise, disse ao TechCrunch que o desempenho da instalação aumentará com a substituição dos componentes prontos para uso usados ​​​​por peças de nosso próprio projeto.

Em escala comercial, os reatores da empresa serão montados por meio de métodos de produção em massa, o que difere da forma como a maioria das usinas petroquímicas e de energia são construídas, que contam com projetos customizados.

Ao mesmo tempo, Mattison, que dirige a General Galactic, observou que a empresa não pretende deslocar o gás natural do setor energético. Oferecerá metano a empresas que o utilizam como ingrediente ou para alimentar processos, como na produção química ou de plástico. Disse ainda que a General Galactic está a trabalhar para desenvolver a produção de outros hidrocarbonetos que possam ser utilizados, por exemplo, como combustível de aviação.

Os primeiros módulos para produção de metano serão montados em 2025. Para esse fim, a startup levantou recentemente US$ 8 milhões em uma rodada inicial co-liderada pela Harpoon Ventures e Refactor Capital, com a participação de BoxGroup, Climate Capital, Impact First, Pathbreaker, Plug and Play e Seraphim. Estes módulos serão capazes de se conectar à infraestrutura existente, permitindo uma adoção mais rápida da tecnologia em comparação com a implantação de outros combustíveis, como o hidrogénio.

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