O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou esta semana que as autoridades estaduais estão iniciando uma investigação sobre o envolvimento do chatbot ChatGPT, da OpenAI, em um tiroteio ocorrido em uma universidade local no ano passado, que deixou duas pessoas mortas e seis feridas.

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Em abril passado, o usuário do ChatGPT acusado deste crime utilizou o serviço para determinar quais armas eram apropriadas para uso em tiroteios a curta distância, bem como qual munição usar. O suspeito, ferido pela polícia durante sua prisão, enfrenta acusações de homicídio e tentativa de homicídio. Os investigadores agora precisam determinar a culpabilidade do ChatGPT em cumplicidade neste crime. “Se houvesse uma pessoa real do outro lado do chat, nós a acusaríamos de cumplicidade em homicídio”, explicou o procurador-geral do estado.
Representantes da OpenAI foram intimados a fornecer as informações e registros necessários aos investigadores. Os comentários oficiais da OpenAI se limitaram a reconhecer o incidente como uma tragédia e negar qualquer irregularidade. Imediatamente após o crime, a OpenAI identificou a conta que poderia estar ligada ao suspeito e começou a cooperar com a investigação. Segundo representantes da OpenAI, neste caso, o chatbot simplesmente citou informações de fontes públicas para o réu e de forma alguma o incentivou a cometer atos ilegais. Esta não é a primeira vez que a empresa enfrenta acusações criminais. Houve casos em que familiares de usuários do ChatGPT que cometeram suicídio tentaram acusar a OpenAI de tê-los levado a cometer tais atos, e outros participantes do mercado também enfrentaram acusações semelhantes.