O presidente da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC), Andrew Ferguson, anunciou que a agência está examinando atentamente a prática de empresas de tecnologia de aliciar funcionários promissores de startups em vez de contratá-los diretamente. Este anúncio surge em meio à crescente popularidade dessa prática, que o órgão regulador considera uma forma de evitar a fiscalização antitruste.

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“Começamos a investigar esses casos de ‘aquisição por contratação’ para garantir que não sejam tentativas de burlar o processo de revisão de fusões da agência”, disse Ferguson em entrevista à Bloomberg.
A declaração de Ferguson indica que as autoridades americanas tomaram conhecimento de uma prática recentemente disseminada: parcerias entre grandes empresas do Vale do Silício e startups promissoras de IA. Por exemplo, a Nvidia contratou a maioria dos funcionários da startup Groq como parte de um acordo para adquirir os direitos de propriedade intelectual da empresa.
Sob a gestão anterior da FTC, a agência já havia investigado acordos semelhantes. Especificamente, a agência considerou se o investimento estruturado da Microsoft na OpenAI e a contratação de funcionários da Inflection AI eram tentativas de evitar a fiscalização antitruste. A agência também iniciou uma investigação sobre o acordo da Amazon para contratar altos executivos da startup Adept AI.
Ferguson culpa o governo Biden pelo surgimento dessas manobras. Ele afirma que as empresas intensificaram o uso desses esquemas devido às políticas agressivas de controle de fusões implementadas pelos órgãos reguladores sob o governo Biden.
Ferguson também anunciou que a FTC intensificará a aplicação da Lei “Take It Down”, assinada por Donald Trump no ano passado. Essa lei criminaliza a publicação de imagens íntimas sem o consentimento das pessoas retratadas e se aplica, entre outras coisas, a deepfakes criadas usando [métodos de manipulação de conteúdo].Redes neurais generativas. A função da FTC é exigir que os sites removam esse tipo de conteúdo. Caso se recusem, a agência tomará medidas legais, mas isso só ocorrerá após a lei entrar em vigor em maio deste ano. Para cumprir essas responsabilidades, a agência já começou a contratar novos funcionários.