O maior navio com velas rotativas foi colocado em operação – a tecnologia antiga economiza muito combustível

Tudo o que é novo é bem esquecido, velho. Há um mês, o maior navio com velas rotativas, cuja primeira versão surgiu há 100 anos, completou sua viagem inaugural. O supergranel Sohar Max, projetado para transportar 400 mil toneladas de minério, chegou ao porto brasileiro de Tubarão, utilizando, além do motor, cinco velas rotativas de 35 metros. A utilização dessas velas permite economizar até 6% de óleo diesel, tornando o transporte de cargas menos prejudicial ao meio ambiente.

Fonte da imagem: Anemoi Marine Technologies

A patente para uma vela rotativa foi emitida na Alemanha em 1922 para o engenheiro alemão Anton Flettner. Em 1924, foi lançado o antigo veleiro, equipado com duas velas rotativas em vez dos tradicionais equipamentos à vela. O princípio de funcionamento das velas rotativas é baseado no efeito Magnus, descoberto no século XIX. Um corpo giratório cria uma força de elevação significativa direcionada perpendicularmente ao fluxo de ar. Se o vento sopra contra a lateral de uma embarcação com velas rotativas, sua energia é efetivamente convertida em movimento de rumo.

As velas do rotor são significativamente menores em área do que as tradicionais, mas criam uma força de impulso mais poderosa. São mais fáceis de manusear e o uso de materiais modernos e tecnologia informática aumenta ainda mais suas vantagens.

Hoje, a empresa britânica Anemoi Marine Technologies está projetando velas rotativas. A fabricação e a instalação são realizadas por empreiteiros chineses. O próprio graneleiro Sohar Max foi construído em um estaleiro chinês em 2012. As velas, de 35 m de altura e 5 m de diâmetro, foram instaladas na embarcação do estaleiro COSCO Zhoushan. Podem ser dobrados no convés durante a carga e descarga sem interferir no funcionamento dos equipamentos portuários.

Enquanto a embarcação está em movimento, as velas são giradas por motores elétricos, criando impulso na presença do vento. A primeira viagem mostrou que o uso de velas ativas pode economizar até 6% de óleo diesel, reduzindo as emissões de CO₂ em 3.000 toneladas por ano. A operadora da embarcação é a empresa brasileira Vale S.A. — na onda do sucesso, ordenou a modernização de outro graneleiro e planeja equipar toda a sua frota com velas rotativas.

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