\nNos veículos elétricos Tesla, o software determina a maior parte da funcionalidade, mas o mais interessante deles está relacionado às tecnologias de condução autônoma. Eles estão em constante aprimoramento, mas às vezes a curva de progresso leva a uma deterioração nas qualidades de consumo da máquina. Por exemplo, nas novas versões do FSD, a automação tornou-se menos previsível em termos de cumprimento do limite de velocidade.\n\n

\n\nFonte da imagem: Electrek\n\nComo explica o editor do Electrek, Fred Lambert, que mora no Canadá, ele recentemente pagou por ligar o FSD em um trecho reto de uma estrada rural tendo que se comunicar com a patrulha policial e pagando uma multa por excesso de velocidade. Segundo o autor da publicação original, no passado fim de semana demonstrou a dois dos seus passageiros as capacidades do complexo FSD, ativando o modo de controlo autónomo num troço suburbano da estrada, que tem um limite máximo de velocidade de 50 km/h. Ao mesmo tempo, o FSD operava no modo padrão, o que previa um comportamento cumpridor da lei que fosse o mais próximo possível das habilidades do motorista norte-americano médio.\n\nA certa altura, a automação, por alguma razão desconhecida, decidiu que era melhor dirigir um pouco mais rápido em um trecho livre da estrada durante o dia, e acelerou o carro para 78 km/h. Uma patrulha policial que passava em nossa direção registrou essa infração em sua câmera de bordo, deu meia-volta e obrigou um funcionário da redação da Electrek a parar na beira da estrada para aplicar multa por ultrapassar o limite de velocidade em 28 km/h. Como o próprio Lambert explicou, normalmente no Canadá o limite de velocidade é de 10 ou 20 km/h acima do limite de velocidade, e a polícia local não processa os motoristas se eles dirigem suavemente e não levantam suspeitas. Porém, ultrapassar os 28 km/h em caso de gravação diante das câmeras não permitia contar com a leniência dos guardiões da lei e, portanto, Lambert teve que desembolsar multa, embora no momento da infração não fosse ele quem dirigia o carro, mas sim o sistema de automação de bordo da Tesla.\n\n

\n\nComo explica o autor da publicação, nas versões anteriores do FSD era possível definir manualmente o limite permitido para violação do limite de velocidade (ver a primeira foto), e o carro nunca negligenciou essa configuração ao dirigir em versão autônoma. Nas novas versões do FSD, a empresa substituiu os parâmetros numéricos por um conjunto de cinco presets fixos, que não caracterizam diretamente a capacidade da automação de ultrapassar a velocidade máxima permitida. O notório “Mad Max” está literalmente programado para condução em alta velocidade, mas neste caso particular foi escolhido o modo “padrão”. Como acrescenta Lambert, na versão atual, o FSD nem sequer avisa o condutor sobre a ultrapassagem da velocidade permitida, o que levanta ainda mais questões sobre a utilidade das alterações implementadas na atualização.\n

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