O poder das montadoras chinesas parecia confirmado pela ascensão da BYD como a maior fornecedora mundial de veículos elétricos, mas não era irrevogável. No último trimestre, mesmo com a queda em sua própria produção, a Tesla conseguiu recuperar a liderança no mercado global de veículos elétricos.

Fonte da imagem: Tesla
Vale lembrar que as entregas de veículos elétricos da Tesla caíram 14% em relação ao trimestre anterior no primeiro trimestre deste ano, enquanto aumentaram 6% em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 358.023 unidades. Portanto, é difícil identificar uma tendência negativa clara nesse quesito. Acontece que a chinesa BYD teve um desempenho ainda pior, com uma queda de 25,5% nas entregas de veículos elétricos e híbridos, para 310.389 unidades no primeiro trimestre, ficando significativamente atrás da Tesla. No entanto, a Tesla não produz híbridos, o que torna essa comparação injusta. Mesmo assim, é evidente que, mesmo no segmento de veículos elétricos puros, a empresa americana está muito à frente.
Segundo especialistas, a BYD tem sido prejudicada por sua dependência excessiva do mercado doméstico chinês, onde há saturação e forte concorrência. A Tesla, por sua vez, possui uma atuação mais diversificada regionalmente e, consequentemente, apresenta resultados relativamente estáveis. Ambas as empresas disputam o título de maior fabricante de veículos elétricos do mundo até meados de 2023, com a BYD ultrapassando a Tesla em vendas de veículos elétricos a bateria pela primeira vez até o final desse período. Desde o final de 2024, a BYD consolidou sua posição como a maior do mundo, mas, pelo que podemos perceber, essa posição não é permanente.