\nOs analistas da IDC dedicaram um relatório separado aos resultados do segundo trimestre no mercado chinês de smartphones, após estudarem o qual fica claro que as vendas desses dispositivos vêm caindo pelo quinto trimestre consecutivo. No segundo trimestre, diminuíram 4,3%, para 66 milhões de unidades. Isto não impediu a Apple e a Huawei de reforçarem as suas posições no mercado chinês de smartphones.\n\nComo explica a Bloomberg, os consumidores chineses no último trimestre tinham os meios e o desejo de comprar modelos de smartphones caros ou preferiram adiar a atualização de um dispositivo se não tivessem essas opções. A Apple e a Huawei, que concentraram as suas ofertas no segmento de preços mais elevados, conseguiram aumentar as vendas de smartphones em 24,4% e 19,4% em termos anuais, respetivamente, no segundo trimestre. O resto do mercado chinês encolheu 4,3% em relação ao ano anterior. No final do primeiro semestre, a queda foi de 4,2%.\n\nO pior fracasso foi a Xiaomi, que apresentou uma queda no volume de vendas de 21,7%. A marca Vivo sofreu uma queda de 11,4%, a Oppo perdeu 9,7% nas vendas de smartphones face ao segundo trimestre do ano passado, a Honor limitou-se a uma queda de 9,5%. Recorde-se que no mercado global de smartphones, Apple e Samsung apresentaram crescimento no segundo trimestre, embora a queda global nas remessas tenha atingido 6,7%. Segundo analistas da IDC, um fator adicional que estimulou a demanda foi a expectativa dos consumidores de um aumento inevitável nos preços dos smartphones no futuro. Os preços da memória aumentaram quase 300% em relação ao ano passado e agora, no segmento básico, é a memória que representa até 65% dos custos de produção de smartphones. Nestas condições, os fabricantes de dispositivos não podem ignorar o impacto do aumento dos preços sobrememória.\n\nÉ característico que no mercado chinês o primeiro lugar seja ocupado pela Huawei com uma quota de 22,6%, enquanto a Apple, com um atraso notável, está na segunda posição com uma quota de 18,1%. Os fabricantes de smartphones com Android no mercado chinês foram forçados a aumentar os preços ou a reduzir o fornecimento de modelos baratos. A recusa das autoridades chinesas em subsidiar as vendas de smartphones também afetou a dinâmica da procura.\n

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