\nA história da empresa chinesa CXMT remonta a 2016, mas para um fabricante de memórias ainda é bastante jovem. Seus produtos não eram tão conhecidos fora da China até que, em meio à escassez de memória, empresas ocidentais, incluindo a Apple, se interessaram por eles. Os especialistas esperam que a CXMT assuma o papel de liderança na organização da produção de memória HBM na China sob sanções.\n\n

\n\nFonte da imagem: CXMT\n\nDeve ser entendido, como explica o Financial Times, que os negócios da CXMT são baseados em tecnologia estrangeira. As patentes da falida alemã Qimonda foram para a CXMT em 2019; mais tarde, a empresa atraiu ativamente especialistas da Coreia do Sul e de Taiwan, sem mencionar a própria Alemanha. Ao mesmo tempo, a CXMT desenvolveu um bom relacionamento com a ASML holandesa, que fornece equipamentos para fabricação de chips. Com o aumento das restrições à exportação, a ASML pode não ser capaz de fornecer ao CXMT os scanners EUV avançados que seriam úteis para a produção de HBM e outros tipos promissores de memória, mas este fabricante chinês pelo menos não tem acesso a sistemas DUV mais simples. Como observa a fonte, nas imediações da sede da CXMT na China existe um parque temático, no qual foi instalada uma placa memorial em 2024, simbolizando a cooperação com a ASML.\n\nAs estruturas associadas ao governo chinês, conforme notado pelo Financial Times, controlam mais de um terço das ações da CXMT, mas também apoiam ativamente a empresa com recursos financeiros: nos dois anos anteriores, foram atribuídos 880 milhões de dólares para estas necessidades. Nos últimos anos, a empresa tem aumentado ativamente o número de funcionários, chegando agora a 20.000 pessoas. O fabricante está se preparando para abrir o capital para arrecadar mais de US$ 4,3 bilhões para modernizar e expandir suas instalações, bem como atividades de pesquisa e desenvolvimento.\n\nO boom da IA desempenhou um papel importante para levar o CXMT ao ponto de equilíbrio. O lucro líquido da empresa no primeiro trimestre deste ano atingiu US$ 4,8 bilhões, o que por si só é bastante tendo como pano de fundo as perdas acumuladas durante a existência da empresa no valor de US$ 5,4 bilhões. Em termos físicos CXMTcontrola 11% dos volumes globais de produção de DRAM e, até 2028, essa participação poderá crescer para 15% se novas linhas forem colocadas em operação em três cidades da China. Os analistas da SemiAnalysis recomendam que as pessoas comuns não dependam muito dos fornecedores chineses para superar a escassez global de chips de memória. Mesmo que a CXMT coloque em funcionamento a capacidade de produção planeada, a escassez persistirá pelo menos durante os próximos dois anos.\n\nEsta empresa chinesa não publicita a sua atividade no desenvolvimento da produção de memória do tipo HBM, uma vez que os fornecedores ocidentais estão privados da oportunidade de vender tais produtos na RPC e as autoridades locais estão vitalmente interessadas na substituição de importações. Acredita-se que a CXMT lançará seu HBM em vários locais chineses, incluindo um localizado em Xangai. Na produção, essas memórias serão mais caras que as importadas, já que a CXMT possui equipamentos menos eficientes para sua produção e o nível de defeitos será alto por muito tempo. No entanto, é pouco provável que as dificuldades financeiras se tornem um obstáculo ao desenvolvimento da produção deste tipo de produto na China. Além disso, os preços elevados da DRAM e os rendimentos do IPO irão reabastecer os recursos financeiros da empresa, para não mencionar o apoio governamental.\n