A iFixit, em parceria com a NSF, organização global independente de serviços, iniciou o desenvolvimento de um padrão voluntário para avaliação da reparabilidade de eletrônicos nos Estados Unidos. Os parceiros preveem que esse padrão fornecerá a varejistas, órgãos reguladores, fabricantes e consumidores uma maneira transparente e compreensível de avaliar a reparabilidade de um dispositivo antes de comprá-lo.

Fonte da imagem: Samsung
Os desenvolvedores garantiram que o novo sistema será diferente das classificações tradicionais de dificuldade de reparo baseadas na facilidade de desmontagem, acesso a peças de reposição, disponibilidade de documentação e limitações de software identificadas. Em vez disso, o projeto conjunto iFixit e NSF visa se tornar um padrão mais formal e reproduzível, que possa ser facilmente implementado globalmente.
Os legisladores da UE já adotaram uma série de medidas para avaliar a reparabilidade. A partir de junho de 2025, smartphones e tablets vendidos na UE deverão conter etiquetas que abordem a reparabilidade, a duração da bateria, a durabilidade e a eficiência energética.
Os EUA também estão começando a se mover nessa direção. Autoridades da cidade de Nova York aprovaram recentemente a Lei de Classificação de Reparabilidade Eletrônica (Electronics Repairability Rating Act), que exigirá que os fabricantes de eletrônicos digitais forneçam aos varejistas classificações de reparabilidade em uma escala de 1 a 10.
Os participantes do projeto identificaram três fases para o desenvolvimento do novo padrão iFixit/NSF:
“Convidamos fabricantes, reparadores, pesquisadores, defensores do consumidor, especialistas em sustentabilidade, validadores e outras partes interessadas a se juntarem ao comitê técnico”, afirmaram os participantes do projeto.
O direito ao reparo evoluiu de reclamações individuais de consumidores para uma importante batalha política. Entre os casos mais notáveis estão o da Philips, que permitiu aos usuários imprimir peças de reposição em impressoras 3D domésticas, e o da John Deere, fabricante de equipamentos agrícolas, que foi obrigada a pagar US$ 99 milhões após ser acusada de monopolizar os reparos, mas nunca admitiu culpa.
National Sanitation FoundationHá mais de 80 anos, a National Sanitation Foundation (NSF) vem aprimorando a saúde humana por meio do desenvolvimento de padrões de saúde pública e da prestação de serviços em testes, inspeção, certificação, consultoria e soluções digitais. A Fundação é credenciada pelo American National Standards Institute (ANSI) e pelo Standards Council of Canada (SCC). A NSF está comprometida com um processo aberto de desenvolvimento de padrões que assegure a participação equilibrada de empresas, governos, instituições acadêmicas e usuários finais.