A Apple concordou em colaborar com a Intel no desenvolvimento e produção de processadores nos Estados Unidos, anunciou o presidente Donald Trump. “Presidentes estúpidos permitiram que Taiwan e outros roubassem nossas fábricas de semicondutores”, reclamou ele em sua plataforma, Truth Social.
“Quando fui eleito para um segundo (na verdade, terceiro!) mandato, ficou claro que os Estados Unidos precisavam trazer a indústria de semicondutores de volta para o país. Nós projetamos tudo, mas precisamos fabricar aqui, agora! Então, decidi ajudar a Intel, porque precisamos projetar e fabricar nossos chips aqui mesmo, nos Estados Unidos”, anunciou o presidente.
Há pouco mais de um mês, foi anunciado que a Apple e a Intel estavam se preparando para assinar um acordo de fabricação de chips. As negociações estavam em andamento há mais de um ano e agora, segundo Trump, as duas empresas assinaram um contrato. A cooperação com a TSMC está se tornando cada vez mais difícil para a Apple, já que a AMD e a Nvidia agora competem principalmente pela capacidade de fabricação avançada da contratada taiwanesa. Uma parceria com a Intel ajudaria a Apple a expandir sua capacidade de produção de chips e diversificar sua base de manufatura.
Se Trump não se precipitar, o acordo representaria uma grande vitória para a divisão Foundry da Intel. A empresa passou vários anos tentando convencer potenciais parceiros de que poderia voltar a competir no segmento de fabricação de semicondutores de ponta. E um acordo com a Apple fortaleceria significativamente esse programa. Em 2020, a Apple abandonou os processadores Intel, passando a usar seus próprios chips da série M em computadores Mac. Agora, a gigante da tecnologia atuará exclusivamente como fornecedora de semicondutores.
Trump fez uma pergunta.Retomar a produção de semicondutores nos EUA foi uma das principais prioridades de seu segundo mandato. Sob pressão das tarifas, a Apple prometeu investir US$ 500 bilhões no setor e, posteriormente, apresentou um novo plano de US$ 100 bilhões. O presidente também mencionou o investimento do governo na Intel, com o governo recebendo uma participação de 10% na empresa. O governo também apoiou tarifas de 100% sobre semicondutores importados, com uma isenção concedida às empresas que fabricam nos EUA ou pretendem fazê-lo.