O mundo está enfrentando uma escassez de chips de memória impulsionada pela crescente demanda por hardware de IA, mas o impacto econômico da crise também afetou os smartphones. Carl Pei, fundador da Nothing, chamou a atenção do público para isso.

Devido à corrida global para criar sistemas com IA poderosa, os preços dos componentes de memória subiram em todos os setores – em smartphones, eles agora custam mais do que o processador e a tela combinados, representando mais da metade do preço do aparelho. Para ilustrar a rapidez com que as coisas estão mudando, ele citou o exemplo do Nothing Phone (4a). Do início do desenvolvimento até o lançamento, os preços da memória dobraram, disse Pei, e então, antes que o setor tivesse tempo de se estabilizar, dobraram novamente. De fato, é muito difícil planejar um produto e sua viabilidade econômica com base em uma única lista de componentes, apenas para descobrir no meio do processo que os maiores custos dobraram novamente.

O problema, é claro, não se limita à Nothing, observou o especialista. O impacto econômico já é visível em todo o ecossistema Android. Desde fevereiro, novos smartphones têm sido lançados com preços US$ 100 mais altos do que os modelos da geração anterior. Os descontos sazonais chegaram, mas, na nova realidade, dificilmente parecerão generosos, já que os preços estão subindo mais rápido do que os descontos conseguem compensar. “Se você planeja comprar um smartphone novo, ontem era a melhor hora, e agora é a melhor hora — agora mesmo”, concluiu Carl Pei. E os aumentos de preços podem continuar no próximo ano.

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