A Meta✴Platforms recorreu mais uma vez a assistência jurídica em sua longa batalha contra a desenvolvedora israelense de spyware NSO Group. A gigante das redes sociais alega ter frustrado uma tentativa de lançar uma campanha de phishing contra usuários do WhatsApp e, portanto, busca responsabilizar a NSO Group por desacato ao tribunal.

Fonte da imagem: Sasun Bughdaryan / unsplash.com

A batalha da Meta✴ contra o NSO Group, desenvolvedor do infame spyware Pegasus, começou em 2019. Na época, a empresa israelense foi acusada de espionar ativistas de direitos humanos, jornalistas, dissidentes políticos e outros. No ano passado, um júri concedeu à Meta✴ US$ 167 milhões em indenização, mas o juiz posteriormente reduziu o valor para US$ 4 milhões. Essa decisão também incluiu uma liminar permanente contra o NSO Group, impedindo qualquer tentativa de espionar usuários do WhatsApp.

Menos de um ano depois, a Meta✴ anunciou ter flagrado o NSO Group violando a liminar. O comunicado afirmava que a empresa havia identificado um conjunto de contas ligadas à empresa israelense que foram usadas para enganar usuários do WhatsApp, levando-os a clicar em um link malicioso. A campanha é semelhante a outras já realizadas com o software do NSO Group. Segundo a Meta✴, a campanha de phishing mais recente teve como alvo menos de 10 usuários do WhatsApp, muitos dos quais localizados na Jordânia e no Líbano.

“Não encontramos indícios de comprometimento entre os alvos identificados”, observou um representante da Meta✴. Em seu comunicado, a empresa compartilhou uma lista de domínios que identificou como vinculados à campanha de phishing para que outros desenvolvedores pudessem verificar se o ataque afetou outras plataformas. Representantes do NSO Group ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

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