A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) iniciou uma investigação antitruste contra a empresa britânica de design de chips Arm Holdings devido ao seu modelo global de licenciamento de tecnologias proprietárias, informou a Bloomberg, citando fontes bem informadas.

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Como parte da investigação, o órgão regulador pretende determinar se as práticas de licenciamento da Arm configuram um monopólio ilegal em uma parcela do mercado de processadores. Também examinará se a Arm se recusou a licenciar seus chips ou se endureceu os termos de licenciamento. A receita da Arm depende em grande parte de taxas de licenciamento e royalties de empresas como Nvidia e Apple.
As práticas de licenciamento da Arm levantaram questionamentos não apenas nos EUA, mas também na Coreia do Sul, onde a Comissão de Comércio Justo da Coreia (KFTC) iniciou sua própria investigação no final do ano passado, incluindo buscas nos escritórios da Arm em Seul.
Como relatado pela Bloomberg na época, a investigação na Coreia do Sul foi iniciada após uma denúncia da Qualcomm, que acusou a Arm de tentar restringir o acesso a licenças e ocultar tecnologias essenciais. A Qualcomm também apresentou uma queixa contra a Arm à Comissão Europeia em 2024.
A Arm recusou-se a comentar a reportagem da Bloomberg sobre a investigação nos EUA e, em vez disso, declarou: “A acusação infundada da Qualcomm de comportamento anticoncorrencial nada mais é do que uma tentativa desesperada e ardilosa de obter vantagem em uma disputa comercial em curso entre as partes, visando sua própria vantagem competitiva.”
No entanto, se a FTC (Comissão Federal de Comércio dos EUA) concluir que a Arm abusou de sua posição dominante no mercado, isso poderá acarretar não apenas multas significativas, mas também, possivelmente, ajustes no modelo de licenciamento — por exemplo, abrindo certos padrões tecnológicos ou reestruturando as taxas de royalties de patentes. Isso também poderia impactar os preços.Design de chips e planos futuros da Arm para desenvolvimento conjunto com Nvidia, Qualcomm e MediaTek.