Pesquisadores da Microsoft em Cambridge, no Reino Unido, estão explorando o uso de interconexões ópticas baseadas na tecnologia MicroLED. Isso possibilita a transmissão de dados por meio de fibras ópticas em milhares de canais paralelos, reduzindo o consumo de energia das interconexões em 50% e diminuindo os custos de transmissão de dados, de acordo com o Datacenter Knowledge. A Microsoft e seus parceiros pretendem comercializar a tecnologia já em 2027.
As interconexões existentes, tanto as baseadas em cobre quanto as baseadas em laser, estão praticamente atingindo os limites de alcance, eficiência energética, estabilidade térmica e outros fatores. Enquanto as interconexões ópticas tradicionais transmitem dados usando lasers em um pequeno número de canais ultrarrápidos, a tecnologia MicroLED permite que os dados sejam distribuídos por milhares de canais paralelos mais lentos, utilizando uma fibra óptica especializada originalmente desenvolvida para endoscopia médica e transmissão de imagens. A taxa de transferência resultante permanece a mesma, mas o consumo de energia é significativamente menor e o alcance operacional é de dezenas de metros.

Fonte da imagem: Microsoft
De acordo com a HyperFrame Research, o uso de elementos MicroLED relativamente acessíveis em vez de lasers caros permitirá à Microsoft reduzir significativamente os gastos de capital em clusters de IA de alta densidade, que são muito procurados no mercado. Um protótipo funcional já está em operação e a Microsoft, juntamente com a MediaTek e outras empresas, está aprimorando o sistema. Transceptores, aproximadamente do tamanho de um polegar, já estão instalados, integrando emissores MicroLED, componentes ópticos e fotodiodos. A Microsoft reconhece que essa tecnologia tem o potencial de transformar praticamente toda a infraestrutura de computação. Enquanto isso, os lasers, graças à NVIDIA, tornaram-se um recurso escasso.

O trabalho com MicroLED complementa a pesquisa da Microsoft em fibra óptica oca (HCF), que oferece menor latência e maior alcance do que a fibra convencional. A tecnologia foi desenvolvida na Universidade de Southampton e aprimorada pela Lumenisity, adquirida pela Microsoft em 2022. A empresa já implantou HCF em data centers do Azure e, em setembro daquele ano, firmou um acordo com a Corning e a Heraeus para a produção em massa da nova fibra. Atualmente, a empresa trabalha para melhorar as características da HCF. Enquanto a HCF é ideal para redes backbone, o MicroLED é ideal para conexões de alta densidade em data centers. A HCF também reduz os requisitos de infraestrutura.

O Datacenter Knowledge destaca que o networking do data center não é mais um fator secundário, pois pode limitar a escalabilidade da infraestrutura de IA. Isso inclui consumo de energia, refrigeração e estabilidade da rede. A transição de sistemas a laser para componentes MicroLED padrão também mudará a estrutura de custos da IA. Além disso, essas mudanças permitirão que a Microsoft dimensione seus clusters do Azure com mais eficiência do que a AWS e o Google Cloud conseguem dimensionar suas instalações. Por fim, a parceria com a MediaTek ajuda a padronizar a tecnologia para uma adoção mais rápida.
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