Um grupo de editoras musicais, liderado pela Concord Music Group e pela Universal Music Group (UMG), entrou com um processo contra a Anthropic, acusando a desenvolvedora de inteligência artificial de baixar ilegalmente mais de 20.000 obras musicais protegidas por direitos autorais. Os autores da ação alegam que a empresa utilizou métodos de pirataria para obter acesso a músicas, letras e partituras.

Fonte da imagem: Wesley Tingey/Unsplash
Como relata o Engadget, citando a Reuters, os materiais usados ilegalmente incluem composições icônicas de artistas como The Rolling Stones, Neil Diamond e Elton John, cujos direitos pertencem à UMG. A editora independente Concord Music Group também alegou que os direitos de seus artistas, incluindo o ator e rapper Common, Killer Mike e a banda Korn, foram infringidos. De acordo com o processo, os danos podem ultrapassar US$ 3 bilhões.
No processo, representantes da indústria musical observaram que, embora a Anthropic se posicione como uma empresa de segurança e pesquisa em IA, seu histórico de ações sugere o contrário. Os autores da ação argumentam que o império empresarial multibilionário da Anthropic é essencialmente construído sobre pirataria e o uso ilegal de torrents para obter propriedade intelectual de terceiros.
As editoras são representadas pela mesma equipe jurídica que atuou no caso Bartz vs. Anthropic do ano passado, que resultou em US$ 1,5 bilhão em indenizações para os autores afetados. O tribunal constatou que a empresa baixou ilegalmente as obras publicadas dos autores para treinar seus modelos e, de acordo com o veredicto, os 500 mil autores envolvidos no caso devem receber US$ 3 mil por obra.
Vale ressaltar que, no caso anterior, o juiz William Alsup decidiu que treinar modelos de IA com conteúdo protegido é legal, mas adquirir esse conteúdo por meio de pirataria não é.A jurisprudência sugere que seSe a Anthropic tivesse adquirido legalmente cópias das obras, talvez não tivesse enfrentado nenhuma ação judicial. Caso os danos alegados sejam confirmados, este será um dos maiores casos de direitos autorais não coletivos da história dos EUA, observa o Engadget.