A Administração de Segurança Cibernética da China divulgou um projeto de regulamento para regular os aplicativos móveis. De acordo com ela, propõe-se a realização de uma revisão de segurança de aplicativos que sejam capazes de influenciar a opinião pública e “participar da mobilização da sociedade”. Anteriormente, soube-se que, desde meados de fevereiro, as empresas chinesas que planejam entrar em bolsas estrangeiras serão submetidas a uma verificação especial de segurança cibernética.
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De acordo com os novos requisitos, os donos de aplicativos e plataformas devem seguir a Constituição e as leis do Império Celestial, “aderir ao curso político correto” e também “promover os valores socialistas básicos”. O documento observa que os aplicativos não devem ser usados para “criar uma ameaça à segurança nacional, perturbar a ordem pública, os direitos ou interesses legítimos de terceiros”. A Administração de Segurança Cibernética da China também analisará aplicativos móveis para “riscos ocultos de segurança de dados”. Se alguma violação for encontrada, os proprietários dos aplicativos serão avisados ou os aplicativos serão suspensos temporariamente.
No início desta semana, foi anunciado que, a partir de meados de fevereiro, as empresas chinesas que planejam listar bolsas no exterior estarão sujeitas a uma revisão de segurança cibernética. Isso se aplica a empresas e plataformas que processam dados de mais de 1 milhão de usuários. Tal movimento é explicado por preocupações de segurança nacional, já que após a listagem, matrizes de dados de usuários podem ser “utilizadas de forma maliciosa por governos de outros países”.